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ADOÇÃO DE 2!

AGO 07, 2020

POR Caroline Secchis

VIVA BEM - Destaques Home - Carrossel - PET

Eu adotei o amor!

Me lembro nitidamente daquele dia 25 de dezembro, eu cheguei bem tarde, parei o carro na entrada do sítio do meu tio, estava chovendo e eu ouvi um choro bem baixinho… Eu olhei para baixo e vi uma bolinha de pelo branca toda encharcada, nem pensei, peguei no colo, sequei, dei comida, escondi da minha família até o dia clarear. Era um cachorro, único sobrevivente da ninhada, a mãe estava doente e não o amamentou por instinto, eu achei que era só devolver para a mãe e tudo ficaria bem, mas aí meu filho me olha com aquela cara de amor, o cachorro já todo fraquinho, nem pensei muito, coloquei no carro e viajei 500 quilômetros até minha casa!

 

 

Os dias foram passando, bem devagar ele foi ficando forte, e muito rapidamente após sua melhora ele passou de uma pequena bola de pelo para um “filhote de dinossauro”! Sim, Django deve ter sido cruzamento de uma cadela de porte médio com outro animal de grande porte, talvez um pônei, não sei, só sei que este bichinho ficou tão grande quanto o amor que nos invadiu com sua presença. No começo foi difícil, eu era comissária de voo, estava quase sempre fora. Django tem uma personalidade bem parecida com a minha, no começo ele encara, rosna, se faz de difícil, mas depois que o conhece é só amor. Ficamos muito completos e felizes em poder salvar um animal e ganhar tanta coisa boa em troca. Estava  ótimo só ele, pois daquele tamanho não teria mais espaço para outro animal em um apartamento de 70m²…

 

 

Um belo dia, voltando de voo, meu filho estava comigo, saímos do desembarque e logo embaixo de um banco estava ele, um cachorro todo preto e de patinhas brancas, tremendo de frio, era agosto com inverno bem rigoroso. Aí meu filho novamente olha com aquela cara, o cachorro lá sofrendo, eu pensei: “Vamos pegar o carro e trazer comida, água e coberta”. Ah sim, fiz isso, mas quando abrimos a porta do carro para ir embora, ele rapidamente pulou lá dentro. Tudo bem, vamos levar e deixá-lo só uma noite e tentar anunciar uma doação… A noite toda ele ficou na sacada, não entrou em casa, na manhã seguinte eu levei ao veterinário, foi banho, vacina e tudo mais para anunciar em todas as ONGS que eu conhecia e pasmem, mas eu li comentários nas redes sociais que ele não interessava pois já estava adulto e era preto e que animais pretos não dão sorte! Ele foi ficando em casa, foi muito difícil a convivência com o Django, mas eu entendi que ninguém iria acolhê-lo, claro, se ele foi deixado em um aeroporto, não sei se vocês sabem, mas há muitos animais abandonados pelos donos durante as férias, pois levam sem se informar de documentação necessária e forma de transporte do animal, então eles são deixados pra trás para que os donos não percam sua preciosa viagem.

Assim que entendi tudo isso, castrei meus dois filhos caninos, o batizei de Crisptopher, pois ele era a cara de um colega de empresa, rs. Meu apartamento estava cheio de pelos, brinquedos e muito amor.

Talvez para quem pense que é “só um animal”, seja mais fácil olhar, não ter compaixão, seguir andando, viajar, trocar, abandonar. Mas para quem tem o coração quente, não importa se você comprou, o quanto pagou, se tem raça ou pedigree, um animal é um membro da família, ele é o catalisador de suas dores, humores e não importa de onde ele venha e nem de quanto tempo você ficou fora de casa, ele sempre será o amor á espera bem na porta com olhar de entrega e confiança absoluta em quem sabe ser digno de seu genuíno amor!

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