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É NORMAL?

OUT 08, 2018

POR FABIANA SECCHIS

VIVA BEM - DESTAQUE - FAMÍLIA E FILHOS

“Cada criança é uma”- evite ao máximo comparações a olho nu”

 

O VBM hoje aborda um tema muito comum entre mães que são as dúvidas que elas tem em relação a várias etapas dos seus filhos, o famoso: É normal …? Para isso a Psicóloga Ana Christina escreveu um pouco sobre isso.

Ana Christina Almeida,  psicóloga, Gestalt-terapeuta, está aqui para compartilhar um pouco sobre questões da infância, sob a ótica da sua vivência clínica.

“Desde já quero ressaltar que não existe receita de bolo quando falamos em desenvolvimento infantil, mas que ter informações de especialistas é sempre bom! E é essa a minha proposta aqui, compartilhar informações. Espero que gostem!”

 

Segundo Ana Christina:

 

É normal?

Sem sombra de dúvidas essa é a pergunta que mais ouço no consultório.

É normal meu filho ainda usar chupeta?”, “É normal minha filha não conseguir copiar a lição inteira da lousa?”, “É normal nessa idade ainda trocar o “r” pelo “l”?, a lista dessas dúvidas angustiadas é enorme.

Para começar, gosto sempre de pensar no significado das palavras. O dicionário é meu grande parceiro nos atendimentos. Então, consultando nele a palavra “normal”, encontramos “1. De acordo com a norma. 2. Exemplar, modelar” (Michaelis, 2008).

Depois podemos brincar com as palavras e trocar o “normal” de cada dúvida por seu sinônimo encontrado no dicionário “É exemplar meu filho ainda usar chupeta?”, “É de acordo com a norma minha filha não conversar comigo?”. Esta atividade pode proporcionar uma reflexão importante: o olhar para o contexto da criança.

Pensando em modelar, como algo que serve de modelo (olha o Michaelis de novo), precisamos pensar sobre qual modelo estamos falando. Portanto, pensar no contexto da criança, significa entender quais os modelos ela tem como referência, quais os estímulos tem recebido, qual a dinâmica da vida dela e das pessoas que estão ao seu redor.

Muitas mães e pais de crianças com atrasos no desenvolvimento ficam muito incomodados quando ouvem “cada criança tem um ritmo, não há o que se preocupar”, porque muitas vezes, isso gera um atraso na investigação de um possível problema e com isso uma demora na solução.

Cada criança tem seu ritmo sim (aliás isso vale para todas as fases da vida), porém, há uma expectativa de desenvolvimento para cada etapa, com base em estudos, considerando a população de cada região.

Por isso, o acompanhamento do pediatra é fundamental e qualquer dúvida dos pais vale ser explorada com o médico. Pensando sempre assim: levando em consideração o tempo de nascimento (ou seja, quantas semanas de gestação a criança nasceu), o processo de amamentação e introdução alimentar, intercorrências no início da vida (cirurgias, doenças pulmonares, alergias ou até traumas), etc…o que é esperado que faça nessa idade.

Além disso, é muito importante acompanhar o desenvolvimento da sua criança. Estar junto, observando progressos, estagnações e regressos, e ao menor sinal de dúvida buscar ajuda de um profissional- tanto o pediatra, como um psicoterapeuta, um fonoaudiólogo, ou a depender daquilo que te chamou a atenção.

Mas alguns cuidados: o Google é muito bom, mas ele não conhece seu filho!  Outra dica, aqui cabe bem a ideia de que “cada criança é uma”- evite ao máximo comparações a olho nu (do tipo “a filha da minha amiga já anda e fala e meu filho que tem diferença de meses, só engatinha e nem “mamãe” fala”). Não sabemos em detalhes o histórico biológico e social da filha da sua amiga, e às vezes meses equivalem a anos. Por isso, se está na dúvida se seu filho já deveria estar andando ou falando, pergunte ao pediatra: “considerando na história de vida dele, faz sentido ele ainda não andar e não falar?”.

Para acalmar os corações, afirmo que sempre há a possibilidade de desenvolvimento, dentro daquilo que é possível para cada criança

Ana Christina Almeida

 

E-mail:  ana@nucleoacla.com.br

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