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ILUMINANDO O AMBIENTE

NOV 21, 2018

POR Cota Arquitetura

VIVA BEM - CASA - DESTAQUE

Uma boa arquitetura, é aquela capaz de passar algum tipo de sentimento, seja ele de tranquilidade, atenção, ou até mesmo excitação, como em uma academia, por exemplo. E boa parte dessas sensações, é transmitida através de uma correta utilização da luz, seja ela natural ou artificial.

 

                                                      O’, produto da Artemide, com design de Alejandro Aravena. Fonte: Artemide

 

‘Apesar de ser um item muito delicado e com grande potencial visual e estético, muitos acabam fazendo por conta própria a iluminação artificial de seus ambientes, tanto na hora da escolha do posicionamento dos pontos de luz, quanto na compra das fontes luminosas (lâmpadas).’

 

Além de buscar sempre o apoio de algum esperto no assunto para te aconselhar, o primeiro passo para não errar na iluminação do seu ambiente, é saber ler e entender as informações contidas nas caixinhas dos produtos. Algumas das grandezas ali escritas são fundamentais e devem ser observadas com atenção na hora da compra. A fim de conscientizar as pessoas da importância dessas informações, selecionamos algumas delas para explicar aqui: Temperatura de Cor (TC), Fluxo Luminoso, Índice de Reprodução de Cor (IRC) e Eficiência Luminosa.

 

                                                                                              Fonte: www.philips.com

 

TEMPERATURA DE COR (TC):

Consideramos essa uma das características mais importantes das lâmpadas porque é a que mais gera dúvida e confusão.

Devido ao termo ‘temperatura’, muitas pessoas acreditam que esse fator tem a ver com o aquecimento gerado pelas lâmpadas quando ficam acesas por um certo tempo. Essa crença é errada! A Temperatura de Cor nada mais é que a tonalidade de cor emitida. Medida em Kelvin (K), essa pode ser mais quente (amarelada) ou fria (azulada).

E aí surge outra grande confusão: o valor da temperatura. Muitos crêem que, quanto maior o K, mais amarelada será a aparência de cor da luz. Na realidade, o que acontece é o contrário: quanto maior o K, mais azulada a cor. Uma relação muito comum que os Lighting Designers fazem, é assimilar a cor azul esbranquiçada da chama de um maçarico, que sai com força extrema, para exemplificar o porquê o alto valor de Kelvin é ligada a cor azul.

 

                                                                       Tonalidade da luz nas diferentes TC. Fonte: Google

 

 

                                                                   Exemplo de TC fria (azul) do Maçarico. Fonte: www.magazineluiza.com.br

Agora que você já sabe identificar a temperatura de cor, é de crucial importância anotar as informações das lâmpadas utilizadas em um ambiente para não cometer o maior e mais comum erro de luminotécnica: fazer a troca de lâmpada queimada sem se atentar à TC das demais lâmpadas que compõem aquele cenário, instalando uma de cor diferente. Se você tem um espaço comercial, atenção dobrada! Esse erro pode acabar com o glamour da sua loja!

 

Ex. do erro na instalação das lâmpadas onde as duas da esq. são quentes e a da dir., fria, estragando o charme da composição. Fonte: google images

 

Outra grande crença comum, é a de que as luzes quentes não iluminam. Como veremos no item a seguir, a capacidade de iluminar e garantir nitidez, é medida através de outro fator, e varia de lâmpada para lâmpada, nada tendo a ver com a sua TC.

 

FLUXO LUMINOSO

Vencida a etapa de desmistificar a Temperatura de Cor das lâmpadas, vamos falar sobre o Fluxo Luminoso. Valor medido em Lumens (L), esta sim é a característica que vocês devem se atentar para saber a quantidade total de luz que uma lâmpada emite.

Atenção com esta grandeza, pois, se utilizarmos muitos pontos de luz com lâmpadas de alto fluxo luminoso, podemos acabar iluminando exageradamente o ambiente e corremos o risco até mesmo de ofuscar ou prejudicar a vista dos usuários

 

                                                                          Fluxo Luminoso. Fonte: LxLed Lighting Solutions

 

ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR (IRC)

O Fluxo Luminoso sozinho, porém, não significa a garantia de uma fiel reprodução das cores. Para isso, existe o Índice de Reprodução de Cor.
Já aconteceu de você comprar uma roupa que jurava ser de uma cor, e quando saiu da loja, enxergá-la em um tom diferente? Ou então de você comprar uma alface bem verdinha, super bonita, e quando chegar em casa ver que ela não está tão bonita assim? Pois bem, isso acontece devido ao IRC. Quando utilizada uma lâmpada com baixos índices de IRC, a luz pode não reproduzir corretamente os tons dos produtos, ou então, reproduzir bem apenas alguns tons. Essa característica das lâmpadas pode ser muito prejudicial para lojas de roupas, produtos alimentícios ou até mesmo espaços de beleza que façam maquiagem e pintura nos cabelos, por exemplo.

 

                                                                     Exemplo de diferentes Índices de Reprodução de cor. Fonte: http://brigittecalegari.com.br

 

EFICIÊNCIA LUMINOSA
Outro item que consideramos essencial, é a Eficiência Luminosa. Essa característica trata-se da relação entre o Fluxo Luminoso (calculada em Lumens) e a Potência (calculada em Watts) de determinada lâmpada. Ou seja, o Fluxo Luminoso dividido pela quantidade de energia total consumida indica se tal fonte luminosa é ou não eficiente. No exemplo da tabela abaixo. por exemplo, se observarmos os valores do LED, temos 15W e 1320lm, resultando então em um valor de eficiência igual a 88 lumens por Watt. Isso significa que: a cada 1 watt de energia consumido, tal fonte será capaz de gerar 88 lumens de fluxo luminoso, valor bem superior ao das demais lâmpadas. Quanto maior a quantidade de lumens por Watts, mais eficiente é o produto.

                                                          Fonte: Salão do Conhecimento UNIJUI

 

Iluminação artificial é um tema muito amplo e que requer muito estudo e experiência para conhecer e saber interpretar todas as grandezas e variantes que os produtos do mercado possuem. Neste texto, buscamos apresentar alguns dos itens que consideramos os mais relevantes na hora da compra. Porém, lembre-se sempre que o acompanhamento de um engenheiro, arquiteto ou designer é crucial para que você possa obter os resultados desejados.

Feita essa rápida introdução sobre algumas das grandezas que você vai se deparar ao procurar uma lâmpada, mês que vem vamos falar um pouquinho sobre quais tipos de fonte luminosa e luminárias utilizar em ambientes residenciais. Não perca!

 

>>Ficou alguma dúvida? Comente aqui para gente!

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