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O PARTO DOMICILIAR

OUT 15, 2018

POR FABIANA SECCHIS

VIVA BEM - DESTAQUE - FAMÍLIA E FILHOS

O parto domiciliar foi a melhor coisa que poderia ter acontecido.

Hoje em dia é muito comum as pessoas quererem o parto domiciliar. Por isso a Luana mãe desses 4 filhos um mais lindo que o outro, contou para o VBM suas duas experiências. O parto hospitalar e o parto na casa dela. Aproveitando o mais simples da vida foi a maneira que eles escolheram criar os pequenos.

“Meu nome é Luana de Carvalho Lago Zaccur, eu tenho 30 anos, mas tudo começou aos 18, quando engravidei. 

Eu e o Léo (meu marido), tínhamos uma loja, mas combinamos que quando a Eloá nascesse, eu iria parar de trabalhar na loja, e iria se dedicar a maternidade inteiramente.

Ainda bem que eu tinha a experiência da minha irmã a meu favor! Ela já tinha tido duas cesáreas, sendo que na última tinha tentado bravamente o parto natural, mas a pressão que fizeram com ela no hospital,foi brutal! Claro que a tensão atrapalhou tudo para fluir um parto natural… Mas enfim, estava grávida de novo, junto comigo e iríamos enfrentar tudo juntas.

Com toda informação (livros, sites e pessoas) que eu tinha, procurei a Ana Cris (parteira e doula, na época) e já tinha toda confiança de que daria certo, mas tinha uma questão do meu plano de saúde, pelo fato de ser bom, então optamos por fazer o acompanhamento com a Ana Cris, e o parto no hospital, para gastar o mínimo necessário. Fácil? Nãoooooo!!!!

No hospital particular – onde eu já havia ligado e confirmado, o que para eles era normal fazer o parto dentro da banheira se precisasse, até porque a pressão da água alivia as dores. Ocorreu que eles me deixaram até ter 8 cm de dilatação, numa salinha apertada com uma maca, e um banheiro, onde toda hora alguém era enviado pra tentar me convencer de tomar a anestesia logo dizendo,  que eu não precisava daquilo. Implorei pra que me enviassem logo para a sala de parto tão boa que existia ali. 

Quando eu disse aliviada, indo para o quarto, que finalmente iria entrar na banheira, me disseram que não seria possível, porque estava muito perto da hora de nascer, e “corria o risco” do bebê nascer na banheira. Fiquei chocada! Mas sem forças para exigir mais nada, dentro de um ambiente hostil e que não me sentia segura, aceitei, perto da área do pênalti, que intervissem no meu parto, para que pudesse ser o parto deles. Acabou que nasceu por vias normais. 

O tratamento pós parto, não foi diferente. Me deixaram mais de doze horas sem ver a minha filha e eu acho isso um crime!

Com essa experiência me fez ter certeza que eu faria o que fosse preciso, para que o próximo viesse da forma que tanto desejei.

 

O parto Domiciliar

E assim foi. O Isaac, conseguiu nascer em casa, e dentro de uma piscina inflável, que a Ana Cris já tinha deixado comigo na minha última consulta. Foi surreal!

Eu estava em casa, e já sentia um certo desconforto a uma semana ou mais, e então nesse dia acordei com uma dor mais forte, e percebi que tinha chegado o dia. 

Falei pro meu marido, e comecei então a andar agachadinha (exercício pra ajudar a dilatar) e toda contente.

As horas passaram e eu me sentia a dona do meu próprio destino. Até que quando as contrações ficaram com intervalos de 5 em 5 minutos, e com duração de 30 segundos (acho que era isso), a minha parteira já estava a caminho.

Quando ela chegou (com um arsenal de coisas hospitalares e super preparada para tudo), fiz até um cafézinho para ela, e quando as contrações vinham, ela fazia aquela massagem que só ela sabe fazer.

Com 6 de dilatação eu já podia entrar na banheira… Aí foi uma belezinha (contrações hora ou outra, mas a água ajudou muito). Até a hora do bebê coroar a cabeça, a ajudante da parteira pela minha expressão já sabia de tudo, então a Ana Cris já se posicionou pra pegar o Isaac e assim e ele nasceu.

Lindo, mágico e animal (me senti uma leoa). O melhor de tudo foi poder pegar ele imediatamente em meus braços e ficar com ele juntinho de mim o tempo inteiro, e ainda ter meu marido e filha por perto que então tudo começava a fazer sentido.

Ainda tive mais dois partos em casa, da Helena e mais tarde do Joaquim. Com certeza a experiência do parto domiciliar foi a melhor coisa que poderia ter me acontecido.”

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