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O QUE O STARBUCKS ME ENSINOU

JUN 04, 2018

POR FABIANA SECCHIS

VIVA BEM - CARREIRAS - DESTAQUE

Há alguns anos atrás fiz uma transição de carreira!

Eu, que sou administradora de formação, com habilitação em hotelaria (nunca entendi bem o que significava essa habilitação! Rs…), que estava trabalhando num dos melhores hotéis 5 estrelas de São Paulo e que já tinha chegado na posição que mirei quando entrei no hotel como estagiária, resolvi então que não era mais aquilo o que eu queria. Fui então pra minha transição de carreira! Eu era super “Poliana”, achava que me recolocaria em outra área facilmente (para qual eu tinha pouquíssimo conhecimento) e em pouco tempo. Claro que nesse cenário não houve qualquer preparo para transição. Apenas pedi meu desligamento e fui buscar uma oportunidade na nova área que desejava atuar: Recursos Humanos.

Fiz algumas entrevistas e uma delas foi na Starbucks. Não fazia muito tempo que a Starbucks havia chegado ao Brasil então ainda não tinha a imensidão de lojas que tem hoje! Mas sim, já tinha uma gama de produtos que iam além do tradicional café expresso que temos nas cafeterias.

A entrevista foi fluindo e em determinado momento eu disse à entrevistadora que apesar de gostar da marca, não gostava de café (o que foi sincero da minha parte, pois eu realmente não gostava!). Bom… quem olhar meu LinkedIn vai descobrir que nunca trabalhei na Starbucks, logo não passei naquele processo seletivo. Acredito honestamente que tenha sido mais pelo fato de não reunir as competências técnicas para a vaga naquele momento do que pelo fato de não beber café naquela época.

Mas essa história é só pra ilustrar que naquele momento a Starbucks para mim só vendia café. Quando disse isso sequer pensei nos outros tantos produtos que eles possuem, os quais inclusive consumo, como o ginger bread, os refreshers (que diga-se de passagem, eu amo!) e meu atual “vício”, o Chai Latte, além de outros tantos. Quando eu disse que não tomava café, me fechei para uma série de possibilidades! Reduzi a gama de produtos deles a um café! E pior, foquei somente no que eu NÃO gostava!

Se transferirmos essa situação para nossas vidas pessoais, ou mesmo para nossa carreira, quantas vezes nos fechamos para o novo, para algo que pode ser bom e gostoso, porque estamos focados naquilo que não gostamos?

Quantas vezes somos resistentes a algo diferente, ou às mudanças, porque ficar onde estamos é mais “seguro” e “confortável”, ainda que não seja bom? No fim, é mais fácil reclamar do que mudar, né?!?

Pense em quantas vezes você com uma única frase reduziu uma infinidade de oportunidades à um único ponto que não estava conforme o seu gosto naquele momento. E muitas vezes, porque você mesmo não conhecia todas as possibilidades! Quantas vezes ficou preso nas suas verdades e refutou a verdade dos outros, sem sequer ouvir, para poder então explorar se aquilo fazia sentido pra você, ou se podia te ensinar algo?

Hoje, eu tomo café! E você?

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4 comentários

  1. Eu tomo, quase todo dia!
    Luana, fomos contemporâneos no hotel e acabei também migrando pra área de RH (recrutamento). Muito interessante a leitura! Obrigado por compartilhar.

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