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UMA MÃE TRANQUILA

NOV 08, 2018

POR FABIANA SECCHIS

VIVA BEM - DESTAQUE - FAMÍLIA E FILHOS

No nosso família e filhos de hoje, conversamos com a Camila Daud, 38 anos, mãe da Isadora. Ela é uma das mães que engravidou com 35 anos e conta tudinho dessa experiência. O mais interessante desse papo é a tranquilidade que ela levou desde o antes de engravidar até a dificuldade com a amamentação.

 

VBM: Como foi a decisão para você de ser mãe?

“Na verdade eu sempre quis ser mãe. Depois do casamento e dos trinta e poucos anos, essa vontade começou a se intensificar e passar a ser pensada com mais atenção. Apesar de meu marido já ter uma filha, que mora conosco desde os 9 anos, nós decidimos que era hora de aumentar a família. E com dois anos de casados, eu parei de tomar a pílula (método contraceptivo que escolhemos). Eu estava com 35 anos e tinha receio que estivesse tomando esta decisão tardiamente.”

 

VBM: Depois de quanto tempo que decidiu que ia começar a tentar você conseguiu engravidar? Ficou muito ansiosa no processo ou ficou tranquila?

 “Durante os meses sem a pílula, fiquei muito tranquila e desencanada, sempre acreditando que ficaria grávida na hora certa. Depois de 7 meses, tive um “alarme falso”, com 5 dias de atraso para ficar naqueles dias, mas logo “desceu”. E foi apenas no mês seguinte que o teste de farmácia deu positivo! Em princípio, eu fiquei em choque (apesar de estar planejando isso), só depois de fazer o exame de sangue é que constatei que estava grávida e fiquei muito feliz!”

 

VBM: Após o nascimento da Isadora como foi a amamentação? Você tomou a suplementação? Como foi? Acha que as mães tem que optar por esse caminho?

“A Isadora mamava regularmente de 3 em 3 horas, quase meia hora em cada peito. Como a maioria das mães relatava, era um momento mágico, uma cumplicidade silenciosa e profunda entre nós duas. Na primeira visita ao pediatra, constatamos que ela estava perdendo peso ao invés de ganhar. Fizemos exames e nada de anormal apareceu e o médico pediu para eu dar um complemento alimentar, um leite com nutrientes em pó, específico para aquela idade. Passei a dividir o leite materno com a mamadeira de Nan. Em pouco tempo, a Isadora perdeu o interesse em sugar o meu peito, porque a mamadeira dava menos trabalho para mamar. Como eu ainda tinha muito leite, eu tirava com a bombinha elétrica e armazenava na geladeira para ela mamar. E nesta fase, ela chorava e eu dava o leite, sem me preocupar com os intervalos, por que o importante era ela ganhar peso.  Eu cheguei a me sentir culpada, achando que o meu leite era fraco, mas descobri que isso não existe! O que acontecia era a quantidade que saía não saciava a fome da minha filha, mas ela não reclamava a fome, era boazinha desde cedo. E nesta maratona de leites, depois dos dois meses ela finalmente começou a engordar. Eu cheguei a tomar uma medicação para aumentar a produção de leite, durante outros dois meses mas depois resolvi seguir o rumo natural do organismo e parei de tomar. Quando a Isadora completou 7 meses, meu leite secou. Eu encarei isso com muita tranquilidade, até porque, a essa altura, minha filha já estava bem gordinha, com tamanho e peso de uma criança de 1 ano e 2 meses, rs!
Minha sugestão para as mamães que têm dúvidas sobre este assunto é que analisem a relação de vocês com seus bebês e sigam a intuição de vocês, pois saberão exatamente o que fazer. Dizem que quando uma criança nasce, nasce também uma mãe e um amor incondicional, que não cabe dentro de si! E comigo foi exatamente assim!”

 

 VBM: Qual a dica que você da para as mulheres mais velhas que estão nesse processo de engravidar mas tem medo pela idade?

 “Acredito que a “idade ideal” para ter um filho, não é aquela imposta pela ciência ou pela sociedade, e sim aquela em que a mulher esteja pronta para ser mãe. Hoje, o perfil e o organismo das mulheres está muito diferente de antigamente, as mulheres querem filhos mais tarde e é como se o corpo delas respeitasse e entendesse isso. É claro que é preciso estar com a saúde em dia, assim como os exames ginecológicos também. Mas com o avanço da medicina, se houverem irregularidades neste caminho, ela te dará uma opção para atender a sua vontade.
Eu tive minha filha com 37 anos, depois de ter engordado apenas 12 kg, em uma gravidez absolutamente tranquila, sem nenhum problema. E com esta experiência muito positiva que vivi, tenho vontade de ter mais um filho.”

 

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